quarta-feira, 16 de outubro de 2013

E correr de nada adianta
Pois o bicho-papão ainda está vivo
E quente embaixo da cama


O sono que deveria dar descanso
Alarma


O dono que deveria tratar de sua vida
Viaja


A humanidade se dispersou
Diante de tanto conhecimento

O acúmulo não é só de gases

O que destrói é o material de metal

O que destrói é o material de metal
O que destrói a gente é o material irreal
Que não põe a alma em jogo


A alma parece estar em stand-by eterno
Cadê a Nova Era? Não achei.
O “Hair” me parece peruca agora
Os tempos sempre mudando
Ideias se contrapondo ininterruptamente

E o mundo está cedendo

''Por que eu estou errado ou certo? Existe isso? É por aí que devo ir?''
O mercado pôs a alma de lado

''Preocupe-se com o que seu tio vai pensar... Quantos livros você tem? Vai aquela festa? Tem isqueiro? Teu cabelo é de verdade? Você vai vestida assim pra rua? Teu celular tem Android?''

Não sou do tempo das cavernas

Só quero vida
Não sou do tempo das cavernas
Só quero a sorte


De viver sem ter de agradar ninguém
Sem ter que deter ninguém
Sem repreender ninguém 
Nem a mim
Nem a morte.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Cego de nascença, não sabia que quando eu direcionava minha vista para a luz turva, confusa exatamente donde olhavam para mim com algum sentimento perturbado, fazia as pessoas constrangerem e depressa desviarem o olhar, achando que eu as via.
Logo, no instante seguinte, lembravam que elas viam, não eu...
Eu? Eu só sentia.


Ou, quem sabe para elas, sentir seja ver.
Sua alma curvilínea
Combina com o mundo
Sua cintura lembra a queda d'água
Cachoeira d'Oxum

Água cristalina

Água esta que sai de ti
E vem pra mim
Percorre meu corpo
Direto da fonte

Água
Entre as pernas
Fonte a fonte

Malícia
Tesão
Amor

segunda-feira, 8 de julho de 2013


Chuva
    Guarda-chuva
        Pinga pelo meu
              Lamento!
        Furo no meu
   Guarda-chuva
De R$5,00
   Que dó!

Sossego: Colhi mar do céu gelado.
Ouvi um tiro. Seguido de fogos. Isso de ouvir um tiro disfarçado entre fogos de artifício(s) me faz lembrar a hipocrisia.
Qual será o motivo da lembrança?
Talvez eu sinta, quando o som hipócrita se faz presente, os tiros que já passaram por mim. Fico triste. Imersa.

Como queria que todos soubessem distinguir os tiros do povo!