quarta-feira, 16 de outubro de 2013

E correr de nada adianta
Pois o bicho-papão ainda está vivo
E quente embaixo da cama


O sono que deveria dar descanso
Alarma


O dono que deveria tratar de sua vida
Viaja


A humanidade se dispersou
Diante de tanto conhecimento

O acúmulo não é só de gases

O que destrói é o material de metal

O que destrói é o material de metal
O que destrói a gente é o material irreal
Que não põe a alma em jogo


A alma parece estar em stand-by eterno
Cadê a Nova Era? Não achei.
O “Hair” me parece peruca agora
Os tempos sempre mudando
Ideias se contrapondo ininterruptamente

E o mundo está cedendo

''Por que eu estou errado ou certo? Existe isso? É por aí que devo ir?''
O mercado pôs a alma de lado

''Preocupe-se com o que seu tio vai pensar... Quantos livros você tem? Vai aquela festa? Tem isqueiro? Teu cabelo é de verdade? Você vai vestida assim pra rua? Teu celular tem Android?''

Não sou do tempo das cavernas

Só quero vida
Não sou do tempo das cavernas
Só quero a sorte


De viver sem ter de agradar ninguém
Sem ter que deter ninguém
Sem repreender ninguém 
Nem a mim
Nem a morte.

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