domingo, 28 de novembro de 2010

Autobusca ou auto-busca.. não sei!

E como as mais diferenças se entrelaçam, se descobrem umas nas outras,
Eu me descubro em tudo que é diferente, esquisito, perdido, quem sabe...
Mas tenho a plena consciência de que em tudo que me descubro, ou redescubro, há um pouco do que queria ser ou ter em mim. Isso já é muito conhecido na psiqué de nosotros: procuramos aquilo que não temos; agredimos aquilo que não temos coragem de fazer ou ser, sem saber ou não; amamos no outro o que não temos em nós, admiramos nos outros o que ainda não achamos em nós.
E como sou eterna procuradora de sentidos da vida..
Procuro, procuro muita coisa que ainda não ouso achar em mim.

Não ouso, ou seja, isso é só uma "defesa" ou um "contra-ataque". "Só!". Táticas que ainda preciso trocar, redescobrir, reinventar, o quanto antes.
Como se a vida fosse isso, como se a vida fosse um jogo. Não é, não pode ser. A vida é busca eterna.
E a ousadia faz parte dessa busca.

A busca, coisa abstrata. Amor, coisa abstrata. A paz, coisa abstrata.
Sem muito perceber, tudo que somos e queremos é abstração.

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