De minha janela enxergo o sol, a lua
Claro que cada um com sua hora, com sua rotina
Enxergo o sol quase sempre
Às vezes vivo e reluzente, outras vezes ele está coberto de nuvens, mas não menos vivo
Vejo a cidadezinha ao norte, longe, à noite tão iluminada que chega a ser bela, porém não muito saudável
Consigo ouvir os pássaros de manhã, de tarde, quase à noite
Dependendo do tempo ouço também as cigarras
Essas últimas como são insistentes!
Cantam, cantam alto
E se prestarmos atenção sempre que elas aparecem é pra trazer consigo o sol
Parecem que vão explodir, e dizem que sim, elas explodem (?)
Ouço grilos, ouço sapos
E quando menos espero ouço os carros
Mas esses aqui demoram a aparecer, ainda bem
Espero que os monstros (homens) não achem esse lugar
Ou que pelo menos finjam não achar
Aqui tem paz, tem verde
E os bichinhos se sentem assim: em casa, no verde e em paz
Espero de verdade que não mude nunca
Que se torne...
Intocável.
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